Em certa tarde acordo envolvida em seus braços soados e morenos, que me acalma e me desliga das dores.
Ou são aqueles braços que faz segurar as lágrimas descronizadas.
Sua respiração pousa sobre o meu rosto constantemente, ao ponto da humidade vinda de seus pulmões se exaltar.
Fico ali imóvel reparando em seus traços e em sua ingenuidade pequena.
O seu hálito quente sopra dentro dos meus ouvidos, e assim eu aspiro a sua conformidade.
Apesar dos seus pessimismos e defeitos me faz bem de alguma maneira. A sua ausência me desconforta.
Sou capaz de reconhecer com apenas um toque de faces ou de nuca. Nuca mais do que conhecida por mim.
Em um dos pecados a nossa silhueta se explode na parede em cruzadas de pernas e braços comprimidos. As madeixas cobrem as minhas costas mostrando o desequilíbrio e o desgaste dos dois corpos.
O pecado mais do que desejado pelas duas almas acalma após climáx.
A inquietude da minha solidão só encontra um caminho... A sua presença.


Nenhum comentário:
Postar um comentário