Ela vivia dentro de uma caixinha, lá no fundo do armário.
Mas hoje ela resolveu gritar, gritou tão alto que me encomodou, e então eu resolvi tira-la de lá.
Quando eu abri a tampa da caixinha a luz era tão forte que quase me cegou.
Ela saiu sorrindo, relusindo a brancura de seus dentes diante de mim.
Eu fiquei acoado, desesperado, incoformado... Meu coração não queria ficar dentro do meu peito de tanta tensão.
Ela chegou perto de mim.
E eu senti denovo o que não sentia a anos.
Ela só estava guardada dentro da caixa, eu nunca a esqueci.

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