Foi um dos piores sentimentos de raiva que eu tive até aquele momento da minha vida.
No meu interior eu queria matá-lo, socá-lo, arrancar seus olhos, mas eu o amava demais para isso, minha única alternativa foi ir correndo para casa.
Eu chorei, e chorei muito. Descontei a minha ira nos objetos que enfeitavam o meu quarto. Quebrei tudo. De alguma forma eu sabia que não daria em nada, mas só o que passava na minha cabeça naquele momento foi tirar todo o cheiro dele que estava entranhado em mim. Eu sofri, e sofri demais. Vê-lo falando que queria a minha amizade e passar uma borracha em tudo como se nada tivesse acontecido foi ótimo, o mal foi o que ele fez depois disso, me enganou. E por ele ter me enganado, de alguma forma foi um motivo para que eu o amasse ainda mais.
A minha dificuldade maior foi aceitar aquela adorável rejeição servida em uma bandeja de restaurante fino. Senti uma tristeza imensurável, uma ferida se abria no meu peito, tudo machucava. Tudo. Eu só queria voltar a ser feliz como éramos antes. Só o que eu desejava era ele, isso consumiu meus pensamentos, tudo estava se tornando mais intenso, tanto a minha raiva como o meu amor. Tudo perdeu o sentido, a dor era sufocante o ar me faltava e eu queria gritar, gritar muito alto, queria gritar esperando uma resposta, e ela não chegou. Se um dia eu encontrá-lo vagando em uma rua qualquer, terei o prazer de chegar perto de sua orelha e dizer:
Você foi a pessoa mais desejada que eu tive até hoje. Você é o melhor dos meus enganos.
By: Nay e Esther

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